A cidade de São Paulo registrou uma alta de casos de meningite meningocócica entre julho e setembro desse ano. Nas duas últimas semanas, as notificações aumentaram e o assunto vem despertando o interesse e a preocupação da população. Mas esse avanço é um fenômeno que já vem acontecendo desde 2019, quando foram contabilizadas 158 confirmações (entre janeiro e setembro daquele ano). Também, segundo dados da Prefeitura, em 2020, foram 72 casos e 12 óbitos; em 2021, 31 notificações da doença e 7 mortes.
Mas o que é a meningite?
É uma inflamação das meninges – membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser ocasionada pela ação de vírus, bactérias, fungos e parasitas.
E os sintomas?
De acordo com a idade, os sinais podem variar. Confira a lista abaixo:
Em bebês, os sintomas mais comuns são:
• Febre, mãos e pés frios;
• Apatia ou irritabilidade, choro intenso e inquietação;
• Rigidez da nuca (dificuldade para flexionar a cabeça);
• Falta de apetite – não aceita nada do que é oferecido;
• Sonolência e gemência, com dificuldade para despertar;
• Manchas vermelhas na pele;
• Convulsões;
• Fontanela abaulada (moleira abaulada);
• Vômito e diarreia.
Em crianças maiores, adolescentes e adultos, temos:
• Febre alta;
• Dor de cabeça;
• Vômitos, muitas vezes em jato;
• Rigidez de nuca (dificuldade para flexionar a cabeça);
• Sonolência;
• Convulsões;
• Dor nas articulações;
• Aversão à luz.
Estou com suspeitas, o que fazer?
- Primeiro, busque um médico o mais rápido possível, que avaliará as condições clínicas e que poderá solicitar exames;
- Para a confirmação das suspeitas, é necessário realizar um exame chamado Cultura do LCR (líquido cefalorraquidiano), que consiste na retirada de uma pequena quantidade de líquor do canal vertebral. A partir dele, é possível observar se há inflamação nas meninges e determinar o agente causador, o que contribui para uma conduta clínica mais assertiva;
- Exames de sangue, urina e de imagem também podem ser necessários, dependendo da avaliação médica.
A meningite tem cura?
O tratamento depende da identificação do que está causando a doença. Meningite viral, por exemplo, não traz a necessidade de utilização de medicamentos, apenas aqueles que amenizam os efeitos da doença. Os casos de meningite bacteriana, precisam de atenção imediata e dependem de medicamentos antibióticos, que agem justamente contra o agente causador.
Como prevenir?
A meningite é contagiosa! Por isso, lavar as mãos frequentemente, não compartilhar utensílios de uso pessoal, manter os ambientes limpos e arejados e higienizar bem os alimentos, são atitudes que contribui para a prevenção. Além desses cuidados do dia a dia, seguir o esquema vacinal corretamente é o melhor caminho. O Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde (MS) orienta a vacinação de bebês e adolescentes, que cobre diversos tipos de bactérias causadoras da doença.
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